Belisa da pastelaria

Difícil não imaginar como seria a reação ao meu nome em um ambiente de classe social inferior que a de costume.

Acho que em meio aos ipisilons e dablios, não soaria tão estranho?

(sem preconceito, por favor, esse mundo me interessa e me espelha mais que tudo)

Ela chegou as 6 da manhã para abrir as portas de metal. Sempre que se agacha para girar a chave no tamborzinho, suas mãos ficam sujas de graxa. Acostumei.

Os músculos de todo o corpo já estão ensinados em como trabalhar na hora de levantar a porta. A primeira vez parecia pesar toneladas, hoje estabeleceu-se uma relação da física.

 

Coloca a chave no balcão de alumínio,  tira a cadeira de metal no caminho. Acende apenas umas luzes, o sol já vai entrar em alguns minutos.

Limpa, arruma, prepara para o momento de fritar os pastéis.

A Ruth, que é quem faz os outros salgados, chega com eles dentro de uma caixa de plástico grande. “Oi menina, ta boa? E aí, cê foi bem na prova?”.

 

As duas conversam, mas a Ruth ta com a chave do carro na mão e quase saindo “Bom deixa eu ir que ainda tenho que levar isso lá do outro lado da cidade”.

 

Bom, a Belisa da pastelaria não sabia, mas nessa tarde ela conheceria alguém.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Escrever quando doer

Porque enquanto o eixo principal segue, as letras não precisam sair.

 

 

Sol vai embora mas a voz de Albert Greene fica. Meu coração tem memória.

 

 

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

é isso

Dormir quando não se pode dormir, é .. dormir.

Férias são férias quando está realmente tirando férias temporárias.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Piso em um solo mais sereno.

 

Aflição de bom ânimo.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Mas ao mesmo tempo digo
Que tudo vai mudar,
Porque eu vou ser o que eu quero
Inventando um lugar
Onde a gente e a natureza feliz,
Vivam sempre em comunhão
E a tigresa possa mais do que o leão.

 

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Hola, placer. Soy una contradicción.

 

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Sou muito madura para criar um título.

Após alguns anos, reencontrei um amigo de uma fase remota da minha vida. Às vezes, eu sinto a alegria de rever a pessoa por imediatamente calcular o tempo e a importância daquela amizade, e em outras, ocorre uma demora na digestão do reencontro onde passo a examinar atentamente como somos hoje e como fomos certo dia.

Esse amigo, além da satisfação da sua presença, trazia consigo uma boa memória e a minha, já falha, tratou de se impressionar. Quando nos conhecemos eu devia estar com 13 anos, e nessa época, tanto eu quanto ele, escrevíamos em blogs. A produção era efetiva, e nossos textos traziam uma sabedoria jovial com uma espontaneidade que hoje eu a ingrato por completo.

Somos acrescidos de experiências, leituras acadêmicas, assistimos e lemos as notícias  e somos – digo por mim – incapazes de produzir a miníma porcentagem da criação que um dia executamos.

Não ter vivido o mundo com o desassombro de hoje, me possibilitou a criação de um mundo quimérico, e que só o reencontro em situações nas quais não posso levar adiante, afinal: crescemos.

Olha só o que nos tornamos.

Meu amigo, Maik, em resposta:

“Sim Be, crescemos, hoje eu ainda tenho uma boa memória desse tempo
super agradável. Me lembro muito bem da primeira vez que a gente conversou, era aniversario da Dorigan, se não me engano, num antigo paintball e rendeu um texto gigante para meu blog, com o titulo “Belisa e a Grade”. Lembro que você me conheceu, e ficamos ali separados pela grade, eu não queria entrar, pois para mim não tinha sentido, tanta gente bebendo, rindo, e tantos assuntos normais, mesmo assim, o assunto com você rendeu muito, me apontou uma única estrela que tinha no céu, suas paixões, e claro, disse que não queria estar ali, mas você sempre teve um social forte. Então dizia que esse social estava em alguma clausula do contrato de nossas vidas e eu acabei entrando na festa. Me senti um peixe fora d’água, talvez na época seria muito mais interessante ter ficado em casa escrevendo algo ou até mesmo jogando vídeo game.

Queira ou não, daí então nossas vidas começaram a mudar; começamos a esquecer o quanto éramos especiais, começamos a crescer, anos preocupar com o futuro de certo modo e nos tornamos pessoas normais: namoros, saídas, bebidas, e faculdade. A escrita se tornou algo raro, lembranças, que no máximo se tornaram um assunto a mais na roda noturna dos botecos.

Reencontrar você foi ótimo! Porque pude dividir essa angustia, pude me perguntar onde estavam aquelas palavras, onde estavam aquelas escritas, aquela criatividade? E pude dizer o que você disse ali em cima: “Olha só o que nos tornamos”.
Acredito que esse “esquecimento” não seja eterno, e que talvez ele tenha se dividido em diversas qualidades e descobertas de nós mesmos. Sempre achei que escreveríamos livros, hoje você faz cinema e eu sou músico, pode estar aí essa criatividade toda. Estamos sempre em processo de mudança agora e para vida toda vai ser assim, e então temos que guardar o melhor em grandes lembranças.

Sou eternamente grato a você por aquela época, pois você foi a professora, a mentora, da minha inteligência. Seus textos e seus blogs foram fundamentais para me incentivar a escrever, a viajar naquilo tudo ali, a fazer parte daquele mundo; era incrível mesmo, nunca quero esquecer dessas coisas.

Espero que a minha memoria continue boa para me relembrar disso até o resto da minha vida.  Eramos crianças, adolescentes, e poderíamos ter parado nesse tempo, mas sem tudo isso, não lembraríamos do quanto um Adulto é Idiota.”

tumblr_m24b23eAS01qejpvto1_1280

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário