Aí começa assim:
” O cara estava lá, sentado obviamente porque ele é uma dessas pessoas que nós nunca vemos no nível do olhar -quando se confunde com a parede do fundo-; fatigando – sentar realmente exausta – perguntei intimamente a mim o que diabos ele fazia lá. Me preparei o dia todo para essa bendita entrevista; nada na minha vida aparentou alguma perspectiva como essa oportunidade, ensaiei demasiadamente no espelho, divulguei meu pente, meu gel, passei fio dental na alma, era meu big day. Para me deparar com o gordo do Alceu, imprestável e aporrinhante sujeito também candidato a vaga que parecia meu terno feito por alfaiate. Penso: 1- era tão bola de suor quanto ele ou 2 Meus prováveis-futuros-chefias eram retardados.
A saída do elevador até o banco em que Alceu estava – o que? SENTADO – era um estreito corredor, e curto caminho para eu dar meia volta volver, soldado! Meu pensamentos a essa altura já evidenciava minha indignação, Alceu não ligou e acenava para seu grande amigo. Eu estava elegante, deslumbrante. Ele com uma camisa de padeiro suado.
- Bom dia, Alceu. Que ótimo encontrá-lo. “
